sábado, 25 de febrero de 2006

Muerte de un travesti

PORTUGAL
, 25 de Febrero de 2006

Una noticia destacó ayer en la prensa portuguesa: unos adolescentes sospechosos de haber asesinado a un "sin techo" en Porto. La información resaltaba el carácter de "travesti" de la víctima. Era travesti, homosexual, drogadicto, vagabundo e inmigrante. El motivo de la acción homicida no se conoce, en realidad no existe . Murió. Lo mataron por ser un marginal. Quienes lo hicieron, adolescentes, casi niños, tampoco saben porqué lo hicieron. Por ser marginales ellos también, seguramente.
Según parece, fueron 12 o 14 chavales de menos de dieciseis años los que se cebaron con el indigente hasta dejarlo medio muerto. Lo apedrearon, lo patearon y lo magullaron hasta límites impensables. Finalmente murió.
Ya lo conocían. En realidad, la víctima, Gisberto de nombre y brasileño de origen era un travesti conocido en el ambiente nocturno, donde ejercía laprostitución, y hacía tiempo que vagaba, enfermo y perdido por su adicción a las drogas. Las circunstancias del crimen aún -a día de hoy- no han sido esclarecidas, pero todo hace suponer, como se dice en estos casos, que la tragedia espeluznante, la produjeron los adolescentes, residentes en un centro de acogida de jóvenes procedentes de familias sin recursos. Lo hicieron en un edificio en construcción abandonado, residencia de marginales y frecuentado por ellos y otros como ellos, que lo utilizaban como lugar de esparcimiento... Después del asesinato, si bien todavía esto último está por aclarar, lo arrojaron a un pozo en el fondo de los basamentos del edificio. Más adelante, uno de ellos no lo pudo soportar. Se lo contó a una profesora.


"14 menores declaran como sospechosos por la muerte de un travesti en Oporto. La víctima, drogadicta y sin techo, fue apedreada y su cadáver abandonado en un pozo
".


El País, 24 de febrero, 2006
MIGUEL MORA - Lisboa
Portugal amaneció ayer conmocionado por la noticia de un crimen terrible. Catorce adolescentes, con edades entre los 13 y los 16 años, empezaron a declarar ante la Policía Judicial y el Tribunal de Familia y Menores de Oporto como sospechosos del asesinato a pedradas y golpes de un hombre de entre 35 y 40 años, drogadicto y sin techo que ejercía la prostitución como travesti. Uno de los jóvenes, de 16 años, fue detenido anoche.



Porto: crianças suspeitas de homicídio
Ouvidas esta manhã na PJ 23.02.2006 - 13h46 Lusa

"As crianças e adolescentes alegadamente envolvidos no homicídio de um homem sem-abrigo, no Porto, estiveram a ser ouvidos durante toda a manhã pela Polícia Judiciária e deverão ser levados esta tarde às instalações do Tribunal de Família e Menores do Porto.
Os 12 jovens, com idades compreendidas entre os dez e os 16 anos, todos alunos internos das Oficinas de S. José, no Porto, são suspeitos de terem espancado até à morte um travesti, sem-abrigo e toxicodependente.Os menores de 16 anos envolvidos neste caso serão encaminhados durante a tarde para o Tribunal de Família. Tal como a lei determina, os jovens com 16 anos ou mais anos de idade serão encaminhados, provavelmente ainda hoje, para o Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para a determinação de eventuais medidas de coacção.O caso mereceu já uma reacção do ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, que se manifestou "chocado" com os contornos do crime, que envolve crianças e adolescentes, internos de uma Instituição Particular de Solidariedade Social.O cadáver do homem, com cerca de 35 anos de idade, foi encontrado num fosso com cerca de dez metros de profundidade no piso subterrâneo de um parque de estacionamento na Avenida Fernão de Magalhães, no Porto.O crime terá sido cometido no fim-de-semana passado, mas o corpo da vítima só foi encontrado ontem".


  • Publico


  • Um deles acabou por confessar Grupo de menores do Porto suspeito de matar homem à pedrada
    23.02.2006 - 07h54 António Arnaldo Mesquita, :Tânia Laranjo (PÚBLICO)

    "U
    m grupo de 12 menores com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos, todos alunos das Oficinas de S. José, no Porto, terá apedrejado um homem até à morte e escondido o seu cadáver num poço. O crime terá acontecido na passada segunda-feira, mas só ontem é que foi esclarecido.
    Os menores estavam ontem à noite a ser ouvidos nas instalações da Polícia Judiciária (PJ) do Porto, tendo regressado depois à instituição. Deverão ser hoje apresentados no Tribunal de Menores, para que lhes sejam aplicadas sanções, no âmbito da Lei Tutelar de Menores.À hora do fecho desta edição, as autoridades admitiam que pudesse também estar envolvido no crime um jovem já com 16 anos, a quem já poderiam ser pedidas responsabilidades criminais.Os contornos do crime ainda não estão esclarecidos, mas a descoberta do cadáver aconteceu devido a uma declaração de um deles. Segundo o PÚBLICO apurou, um dos menores não terá conseguido guardar segredo sobre o que acontecera, acabando por revelar o sucedido a uma professora. Esta terá ido dar conta do que acabara de ouvir a um elemento da PSP, afecto ao programa Escola Segura, que em seguida avisou outras autoridades.O local onde o menor terá dito que o corpo tinha sido escondido - um poço situado num edifício abandonado, nas proximidades do Hotel Vila Galé, na zona do Campo de 24 de Agosto, em pleno centro do Porto - foi imediatamente vistoriado. O cadáver foi rapidamente encontrado, tendo sido retirado ao final da tarde. À hora do fecho desta edição, ainda não havia muitos elementos relativos à vítima, já que se trataria de um sem-abrigo, toxicodependente e que exerceria a profissão de travesti. Não lhe eram conhecidos familiares na zona, não sendo natural do Porto. Sabe-se apenas que teria cerca de 40 anos.
    Vítima abandonada numa garagemAs circunstâncias em que o crime aconteceu ainda não são claras. Tudo indica, segundo o testemunho dos menores, que a vítima terá sido apedrejada e espancada na passada segunda-feira. Foi depois abandonada no local mais ou menos deserto - trata-se de uma garagem abandonada, onde por vezes pernoitam toxicodependentes - e na terça-feira ainda estaria vivo. Os menores relataram que nesse dia o encontraram prostrado no chão e que, depois de lhe darem um pontapé, o ouviram gemer.Terá sido ontem de manhã que o grupo de jovens percebeu que a vítima havia morrido. Com medo de que o crime lhes fosse imputado, acabaram por esconder o cadáver no poço e depois regressaram ao colégio.Ainda segundo o PÚBLICO apurou, os jovens negaram ter agido com a intenção de matar. No entanto, não conseguiram explicar o que os levou à agressão violenta, nem tão-pouco quem poderá ter desferido a agressão fatal.As autoridades debateram-se, ainda, com vários problemas. Por serem menores, os jovens não puderam ser detidos, não sendo também claro que lhes possa ser imputado, a todos, o crime de homicídio. O relatório da autópsia, que deverá ser conhecido hoje, poderá ser determinante para as investigações".


    "O meu filho não pode estar envolvido"
    "Parecia perdido em frente do edifício do Tribunal de Família e Menores do Porto. Albino Rodrigues, de 44 anos, não sabia do filho. Tinha recebido uma chamada da advogada da instituição "a dizer que o filho tinha sido detido numa operação desencadeada pela polícia nas Oficinas de S. José".Estava confuso ao ponto de afirmar que o filho tinha 17 anos. Mais tarde veio a confirmar-se que afinal tem 14 e faz parte do grupo implicado na morte do travesti. "O Ruben está no colégio porque a gente não tem condições", justifica. A casa que habitam numa ilha de Campanhã é pequena e a família está à espera de uma casa da câmara. Com o casal vive o filho mais velho, de 18 anos, que também esteve nas Oficinas de S. José até ao ano passado. O Ruben já por lá anda há cerca de dez anos. Segundo o pai, é esperto e aprende bem, faz móveis e nos tempos livres joga à bola. Bem diferente do irmão, que, tal como o pai, mal consegue assinar o seu nome."Vivemos com muitas dificuldades", diz Albino, pedreiro de profissão, neste momento desempregado. A mulher, também com 44 anos, não pode trabalhar e recebe uma pensão de invalidez. "Tem problemas da cabeça", refere o marido. O Ruben vai todos os fins-de-semana a casa, mas o pai já não o via há 15 dias. Ontem, também foi impedido de contactar directamente com o rapaz, mas acreditava que "tudo era um mal-entendido" e que o filho nada tinha a ver com este caso. "Ele saía das Oficinas de S. José apenas para ir para a Escola Ramalho Ortigão, onde frequenta o 11.º ano", acrescenta. No entanto, desconhecia com quem o filho andava. Quem eram os seus amigos, o que fazia quando não estava na instituição.Ao final do dia, regressou à pequena habitação da Rua da Presa Velha, já mais convencido da culpabilidade do filho. O menor foi para o colégio onde está internado para voltar ao tribunal esta manhã.Albino diz estar farto de tribunais. Ainda no início desta semana foi ele também julgado por bater na mulher. A violência é presença constante na família e foi por esse motivo, a par das carências económicas, que a assistente social encaminhou os filhos para o internato. Agora, Albino não percebe o que pode acontecer ao filho, que na realidade mal conhece. Se acha que ele tem 14 anos, pouco depois já diz que "tem 16 e que faz 17 no S. João"."



    "Não consigo acreditar que o meu filho tenha feito aquilo"
    porta de casa, Helena Maria aguardava com angústia, ontem à tarde, qualquer notícia sobre o filho, um dos menores (14 anos) suspeito de, juntamente com outros 13 colegas, ter espancado até à morte um travesti sem-abrigo no parque de estacionamento da Avenida
    Fernão Magalhães, no Porto. Foi o marido, Albino Rodrigues, quem antes
    do almoço atendeu
    o telefonema de uma "doutora" a informar que o jovem tinha sido identificado pela Polícia Judiciária. "Ainda não sei de nada, ele [o marido] foi para lá logo depois", contou, ao JN, a mãe do jovem, agarrada ao telemóvel na esperança de ouvir do lado de lá "novidades boas" sobre o desenrolar do processo. O adolescente frequenta o sétimo ano de escolaridade na E.B. 2,3 Ramalho Ortigão e é interno do lar Oficinas de S. José há mais de dez anos. Só nas férias e em alguns fins-de-semana regressa à companhia dos pais. "Não tinhamos condições para o ter em casa", explicou o pai do menor, à porta do Tribunal de Família e Menores do Porto. Há três semanas que Albino Rodrigues não vê o filho e durante o dia de ontem também não conseguiu falar-lhe. Na casa do menor e na vizinhança reinava a incredulidade. "Não consigo acreditar que o meu filho tenha feito aquilo", dizia Helena Maria, com as lágrimas a escorrer pelo rosto abaixo, apoiando-se na solidariedade das vizinhas que recordam o jovem como "muito sossegado e sempre disponível para ajudar quem precisava ali na rua". Também o pai não acredita no envolvimento do menor. "Nunca tinha criado qualquer tipo de problemas", referiu".

  • Jornal de Notícias



  • O fim trágico de um pioneiro da noite 'travesti' do Porto
    Rui Frias*

    "Para Gisberto há muito que ficara para trás o glamour das noites do Porto, onde desfilava clássicos como Marylin Monroe ou o musical Cats em casas como o Moinho de Vento, Bustus ou Sindicato, referências da noite gay. O brasileiro, de 45 anos (segundo o comunicado da PJ), foi um dos pioneiros do circuito travesti da cidade, mas "há muito que não se sabia dele", disse ao DN um elemento da comunidade travesti local.Os últimos anos, Gisberto passou-os como sem-abrigo, entregue à droga, no piso subterrâneo de uma construção embargada pela Câmara do Porto, paredes meias com o também "abandonado" Central Shopping. Foi aí que Gisberto - nome pelo qual era conhecido no meio - foi encontrado já sem vida no fundo de um fosso com 15 metros, quarta-feira, com marcas de violentas agressões, alegadamente cometidas por um grupo de adolescentes.Gisberto foi vítima de uma zona tão marcada pela prostituição - "trago aqui vários clientes por noite", conta o taxista José Cardoso - como pela crescente actividade de grupos delinquentes que elegem o Central Shopping como ponto de encontro. Como o DN pôde, de resto, testemunhar na tarde de ontem. "Paulo" (nome fictício) pede tempo para acabar de fumar um charro antes de contar que "conhecia bem os putos que foram dentro". "Eram uns pretitos marados ali de um centro de correcção", descreve. "Metiam-se todas as noites com o desgraçado [travesti]". Paulo e os amigos concentram-se na loja de computadores à entrada do shopping, uma das poucas lojas ainda abertas num centro comercial a definhar. Enquanto conta que Gisberto "era um drogadito que dormia ali no parque", alguns dos colegas entretêm-se com o Strike Force, um simulador de acção. "É o jogo que eles mais gostam", diz o funcionário da loja.A polícia é, inevitavelmente, uma presença habitual no local. "Já prenderam alguns deles", revela um segurança do shopping. "Há um ano isto estava mesmo mal e a polícia disse-nos que se nós não começássemos a proibir a entrada a alguns deles íamos perder o controlo disto", conta o responsável da loja de informática. "Agora, a maior parte não pode entrar aqui", resume.Quem não tem forma de proibir a entrada dos grupos de delinquentes é o segurança do parque de estacionamento que a Câmara do Porto explora no edifício contíguo ao shop-ping, uma construção embargada há mais de 15 anos. "Eles entram por aí à vontade e se a gente lhes diz alguma coisa ainda se arrisca a levar com uma chuva de pedras em cima", diz, contando um episódio da semana passada: "Um dos que foram presos virou-se para mim e fez sinal de que me cortava o pescoço."O piso zero do edifício funciona como parque de estacionamento das 08.00 às 24.00. "Depois fica entregue às prostitutas e travestis", conta o segurança Alcino Rocha. O fosso, com três metros cúbicos de água, para onde foi atirado o corpo, foi sinalizado e "estava vedado", segundo as conclusões de uma vistoria da câmara em Janeiro último. Ontem não havia qualquer sinal de vedação".



    Os rapazes
    "São "sobreviventes", como os qualifica uma técnica de protecção de menores do Porto. Foram colocados em situação de risco pelas famílias e pelo meio onde nasceram, colocam-se depois a si próprios e aos outros em risco. Os jovens internados nos lares de infância e juventude têm entre 12 e 17 anos. Foram vítimas de abandono, negligência, abuso sexual e maus tratos físicos e psicológicos, estiveram sujeitos à mendicidade ou prostituição. Percorreram caminhos de toxicodependência e alcoolismo. São 15 646 os menores que sobrevivem nestas condições em todo o País e, muitas vezes, os seus projectos de vida não vão além da permanência nas instituições, que se limitam a satisfazer-lhes as necessidades básicas: comida e alojamento.A falta de perspectivas, de um plano de vida que abra horizontes familiares ou de autonomização a estes menores é o traço mais marcado do relatório da Segurança Social de 2004 - o último disponível -, que caracteriza a situação das crianças e jovens em situação de acolhimento. 63,5 % destes menores não têm sequer qualquer suporte familiar, ou este é extremamente irregular - o que equivale a dizer que não são visitados por pai, mãe, tio ou qualquer outra pessoa, nem vão a casa aos fins de semana. A grande maioria não é orfã - apenas uma percentagem residual de dois por cento. 81 % tem os dois progenitores vivos. O maior número de crianças e jovens em lares situa-se nos distritos do Porto, Lisboa, Coimbra e Braga."Celebrámos um acordo de cooperação com as Oficinas de S. José, tal como existe com as outras instituições", explica ao DN o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho. "Quando estas crianças chegam a estes lares, já tiveram percursos de vida muito complicados", acrescenta o responsável - salientando que "de uma forma geral as instituições empenham-se, mas às vezes é realmente complicado: a adopção já não é possível, o regresso à família está vedado..." Edmundo Martinho garante que, actualmente, nenhum menor chega a estes centros de acolhimento "sem ser por indicação dos tribunais ou comissões de menores", ou seja, sem um plano de reenquadramento da sua vida. Mas uma técnica de protecção de crianças e jovens do Porto que conhece bem as Oficinas de S. José disse ao DN que "ainda acontece muitas vezes os pais deixarem lá os filhos porque não têm condições para os criar - ou não querem fazê- -lo". Só posteriormente é contactada a comissão de menores para reenquadrar a criança.O relatório de 2004 coloca a tónica na necessidade de uma maior definição de futuro paras estes menores: a devolução à família, devidamente acompanhada, se possível; a adopção ou mesmo medidas de autonomização de vida. Afinal, a institucionalização "não é a solução que melhor defende o superior interesse da maioria dessas crianças"."

  • Diário de Notícias




  • PSICOLOGíA

    Violencia juvenil
    El rebelde sin causa no existe.

    Entre nosotros, la violencia juvenil no ha adquirido las dramáticas dimensiones de otros países, pero el problema existe también aquí: según un estudio de hace dos años en 534 centros públicos de enseñanza, el 80% de los encuestados (alumnos y profesores) se mostraron preocupados por la indisciplina y la falta de respeto en los centros escolares. Y el 60% afirmaron que en su centro se habían registrado agresiones entre alumnos en los tres últimos años. Un informe similar de 1992 en Holanda reveló que el 25% de los niños habían sufrido actos intimidatorios graves (violencia sistemática, física, sexual o psicológica) por parte de otros alumnos.

    Ahora bien, entre los jóvenes rige también una violencia menos visible, que genera igualmente coacción, miedo y sufrimiento. Y refuerza un estilo de relación basado en el dominio, la fuerza y la agresividad, valores muy poco edificantes para personas que se encuentran en pleno proceso de formación y de crecimiento como seres humanos, como entes sociales.
    Lo más fácil es endosar la culpa de estos comportamientos inexplicables (“pero si no les falta de nada”) a la influencia de TV, comic, cierta música, el cine... por la trivialización, cuando no exaltación, con que en ocasiones abordan la agresividad y la violencia. Pero no podemos conformarnos con esta simplista reducción del problema.



    Por qué la violencia

    La agresividad es un instinto consustancial al ser humano, y la violencia (psicológica o física) aparece como el medio más rápido para conseguir lo que nos proponemos. La persuasión entraña dificultades y exige habilidades dialécticas que no abundan entre los jóvenes. De todos modos, nadie está libre de reacciones primitivas, de carácter agresivo, para defender el territorio propio. Que, cuuando se producen de forma reiterada, terminan formando una conducta. Los humanos somos la única especie animal que ha creado una cultura de la violencia y los medios de destruir al oponente se hacen cada vez más específicos y complejos.
    Así pues, niños y jóvenes nacen y crecen en un mundo violento. Y no hablamos sólo de guerras ni siquiera de agresiones físicas. La violencia que más cala en los niños proviene de un estilo de vida (que empapa a la familia, la escuela y la calle) en la que uno de los valores supremos es el control y la seguridad. Que se manifiesta en la defensa de la individualidad y en la colocación de alambres de espino en nuestro territorio individual. Las actitudes violentas, en suma, prenden muy bien en una sociedad competitiva que predica soluciones individualistas y que olvida promocionar la dimensión social de las personas. Así, resulta hipócrita que nos espantemos de algunos niños que produce la sociedad que hemos creado. Desde un punto de vista sociológico, por tanto, las conductas violentas de niños y jóvenes podrían interpretarse como la consecuencia de la preponderancia de lo individual ante el interés común.


    Pero, desde una perspectiva psicológica, se explican las conductas violentas independientemente del momento social en que se producen, recurriendo a lo más íntimo del ser humano. Generalmente, las travesuras se cometen junto a un grupo de amigos y se actúa espontáneamente. Quien transgrede la norma se siente importante y admirado por sus amigos. Y el acto mismo resulta estimulante: sabe el niño o joven que sus padres no lo aprobarán, pero eso sólo añade un poco de emoción. Lo que importa es la aprobación de los amigos, esa es la recompensa y merece la pena asumir el riesgo del castigo.

    Los casos leves de vandalismo y violencia forman parte del desarrollo normal de niños y jóvenes, provienen de su necesidad de sentirse independiente, rebelde, o parte de un grupo, el de sus amigos. Entendámoslo: los sentimientos que impulsan estos actos incívicos son universales. Los niños buscan identificarse como individuos y reafirmarse como miembros de un grupo. En otras ocasiones, buscan desquitarse de acciones que consideran injustas, protagonizadas por las figuras de autoridad:padres, profesores, policía... Una de las vividas como más injusta es la que convierte al niño en “invisible”, todo lo que él o ella interpretan como que no se les tiene en cuenta o no se les reconoce sus logros.
    Muchos niños que crecen en ambientes en los que sienten que no valen mucho, y pueden (por la excesiva tolerancia familiar) hacer casi cualquier cosa que le pida su grupo. La necesidad de aceptación por el grupo puede inducir a un comportamiento antisocial, especialmente en la adolescencia: en medio de la desorientación, sentirse parte del grupo (que, a veces, es lo único que eligen) es lo más importante.



    La violencia, ¿sólo una señal?

    Los actos agresivos son la gota que colma el vaso; el problema casi siempre es previo. A veces, el niño emite “sus señales” con gran intensidad (un robo, una pelea con heridos, una agresión a los padres, a un compañero o profesor) y surge el problema, ya ineludible. El “mensaje” requiere respuestas. La de los padres, aún cuando sólo sea el castigo, es imprescindible. Es mejor que nada. Para un adolescente en pleno bache de rebeldía, que se comunica mediante conductas reprobables, sus acciones son palabras no dichas, su opinión ante el estado de las cosas. Por eso, lo peor es el silencio o la vista gorda. El rebelde sin causa no existe, detrás de su comportamiento se esconde la necesidad de expresar sentimientos: está incómodo, se golpea alocadamente con una vida que para otros resulta llevadera cuando no dichosa. Y emite, desesperadamente, señales para que le ayuden o, al menos, le atiendan.
    Diferenciemos estas conductas con los comportamientos de un niño sociopático, que siempre ha tenido dificultades para distinguir entre lo bueno y lo malo, lo correcto y lo inaceptable. Crónicamente antisocial, no aprende de las consecuencias de sus actos. Son casos raros, pero pueden ocurrir en cualquier familia.



    Y, ¿qué hacer?

    Tanto la familia como la escuela, las autoridades y la sociedad misma, deben abordar el tema con la seriedad y responsabilidad que requiere. Las líneas que deberían inspirar la pedagogía de la tolerancia, la convivencia pacífica y el respeto, parten de una ética de convivencia, de educar para la socialización, mediante la cooperación, el juicio intelectual (conductas reflexivas) y la educación para la frustración. Desde que un niño tiene 2 ó 3 años, debe sentir, y saber, que hay pautas a su alrededor, que no es posible cumplir todos sus caprichos y que incluso algunas necesidades tendrán que esperar un tiempo para ser satisfechas. Habremos de enseñarles que los bienes se reparten con los otros niños, y asumir que eso les causará una decepción, para la que hay que educarles. La educación familiar y escolar debe ser rígida: todo no puede ser. Han que saber aceptar el no, y preguntar los porqués.

    Y no deben tolerarse la burla o la falta de respeto al diferente (otras razas, físicos peculiares o muy poco agraciados; tímidos, con gafas o prótesis, “empollones”, mal vestidos...).
    Deben cultivarse, en la familia y en la escuela, valores socializantes basados en compartir las cosas, el respeto a la diversidad de las personas y el aplazamiento en la satisfacción de necesidades y deseos de niños y jóvenes. Por eso resulta imprescindible que la escuela cuente con el apoyo casi incondicional de los padres, cuya primera actitud será no desautorizar a los enseñantes delante de los hijos; por mucho que no se compartan algunas de sus decisiones o estilos pedagógicos. Nadie aprobaría, y menos aún asumiría, un sistema de valores propuesto por una entidad desprestigiada y sin credibilidad. Y, a los docentes les convendría contar con el apoyo institucional necesario para que sus decisiones ante las actitudes antisociales fueran respaldadas por los padres y por la autoridad educativa.



    Claves con las que familia y escuela pueden trabajar con niños y jóvenes:

    La responsabilidad personal. Es una cualidad a potenciar, y supone que cada uno responde enteramente de sus actos, sin excusas, ni “ellos tuvieron la culpa”
    Las relaciones sociales. Deben facilitar la percepción de que somos entes sociables; no estamos solos en este mundo y necesitamos entendernos con los demás.
    Las normas hay que respetarlas. Deben asumirse como un necesario acotamiento de la libertad individual, para que esta pueda expresarse de verdad. Son conocidas, compartidas y respetadas por todos los miembros de la familia. Y por la comunidad escolar y de amigos.
    La comunicación. Basada el la expresión personal y en la escucha, frena la aparición de las actitudes violentas. Saber comunicarse les ayuda a expresarse, a que se les entienda, y mejora su autoestima. Quien sabe comunicar lo que siente es difícil que recurra a opciones violentas para reivindicarse, darse a conocer o manifestar su rechazo ante cualquier situación.
    Entre la familia y la escuela debe implantarse un panorama educativo basado en:
    La responsabilidad personal. La cualidad que supone que cada cual responde suficientemente de sus actos, sin echar la culpa sistemáticamente a los demás.
    Las relaciones sociales. Que faciliten la percepción práctica de que no estamos solos en este mundo.
    El imperio de la ley. El respeto a las normas establecidas, conocidas y aceptadas por todos los que han decidido convivir.
    La comunicación. Basada el ejercicio sensato de la expresión personal y la escucha. Para facilitar la comprensión de los demás, el poder expresar los problemas con palabras y retrasar la acción y las reacciones.



    Comentarios sobre la violencia juvenil

    Siguiendo el mismo patrón que los 3 jóvenes de Barcelona, otros 2 de Málaga rociaron a un indigente con un líquido inflamable y lo prendieron fuego mientras dormía en la calle. La víctima sufrió quemaduras que no revisten gravedad, según fuentes policiales.
    En Guadalajara, 4 jóvenes de estética 'skin' agredieron a 2 extranjeros.
    En Málaga, el agredido, de 42 años, y cuya identidad responde a las iniciales G.G.S., fue trasladado al Hospital Civil, con quemaduras en una pierna y un brazo, según el portavoz del servicio de Emergencias Sanitarias 061. Horas después fue dado de alta.
    El suceso ocurrió en la tarde del viernes. Dos jóvenes de entre 25 y 30 años atacaron al indigente, que al parecer pertenece al albergue Hogar Pozos Dulces, según la Policía Local.
    El agredido estaba durmiendo en el suelo, en la plaza del aparcamiento municipal de La Alcazaba, según informa hoy el diario La Opinión de Málaga.
    La víctima entró al aparcamiento con la ropa envuelta en llamas y se introdujo en un baño, donde trató de apagar el fuego vertiendo agua del lavabo.
    No obstante, tuvo que ser un empleado del aparcamiento el que sofocara las llamas con un extintor.
    Añade el periódico que los autores de la agresión podrían ser neonazis, ya que el indigente los describió como jóvenes con el pelo rapado.
    También lucían estética 'skin' 4 jóvenes que atacaron brutalmente a un ciudadano magrebí en una céntrica plaza de Guadalajara.
    Según relata la Subdelegación del Gobierno de Guadalajara, los hechos tuvieron lugar sobre la 01:30 en el parque de la Concordia, situado en el centro de esta capital castellanomanchega. Como consecuencia de los golpes, el agredido tuvo que ser trasladado al Hospital Universitario de Guadalajara, donde permanece ingresado.
    La llamada telefónica de una joven, que denunció que varios individuos habían intentado introducirla a la fuerza en un vehículo, permitió los arrestos.
    Entre los detenidos se encuentra un menor de edad, que será entregado a sus padres, así como otro joven que cuenta con antecedentes penales.

    En Barcelona
    Antes, 3 jóvenes, uno de ellos menor de edad, han sido detenidos acusados de la muerte de una indigente a la que prendieron fuego tras rociarla con un disolvente en un cajero automático donde dormía, en el distrito barcelonés de Sarrià-Sant Gervasi.
    Según ha informado la policía autonómica catalana, los hechos sucedieron en la madrugada del viernes cuando 2 de los jóvenes accedieron al cajero automático situado en el número 28 de la calle Guillem Tell de la capital catalana y golpearon e insultaron a la indigente, María Rosario E.P., de 50 años, que pernoctaba en el cajero.
    La filmación de la cámara de seguridad grabó la entrada y salida del cajero de los presuntos asesinos, lo que ha permitido la detención de los acusados, que son Ricard P.B., de 18 años, nacido y vecino de Barcelona, Oriol, P.S., de 18 años, nacido también en Barcelona, pero domiciliado en Zaragoza, y Juan José M.R., de 16 años y con residencia en la capital catalana.
    La brutalidad del ataque, cuyos detalles no han sido recogidos por la filmación de seguridad ya que la cámara apuntaba sólo a la entrada, relata un incomprensible suceso de violencia gratuita que 3 jóvenes cometieron "quizá con el único ánimo de divertirse", según fuentes próximas a la investigación.
    La indigente, nacida en Barcelona pero que no está empadronada en la ciudad, dormía en el cajero para resguardarse del frío la noche del pasado viernes en Barcelona, con una temperatura de 5ºC, lo mismo que había hecho ya en madrugadas anteriores en el mismo lugar.
    Tras este primer episodio de violencia, los dos agresores abandonaron el cajero y la víctima cerró la puerta por dentro, hasta que al cabo de tres horas, otro joven, el menor de edad, llamó a la puerta.
    Como la indigente no reconoció al menor como uno de sus agresores anteriores, le dejó entrar, momento en el que aparecieron los dos compañeros y se precipitaron al interior armados con un bote de disolvente, que, al parecer, sustrajeron de una obra próxima, con el que rociaron a la mujer antes de prenderle fuego.
    Unos transeúntes avisaron a los bomberos cuando vieron las llamas y éstos acudieron al lugar, donde encontraron a la mujer con quemaduras de segundo y tercer grado en el 65% de su cuerpo. Trasladada a la Unidad de Grandes Quemados del Hospital del Valle Hebrón, la víctima falleció a las 9:00 del sábado a causa de las graves heridas.



  • El Mundo




  • VIOLENCIA JUVENIL: ALTERNATIVAS DE ATENCIÓN Y PREVENCIÓN
    ( Por: Luis Herrera Abad )

    La delincuencia juvenil ha sido tocada dentro del tema de violencia dejando de lado el propio concepto de "juventud". Así mismo, cuando se toca el tema juventud, no necesariamente se habla de violencia juvenil.

    Las preguntas a responder son:

    ¿Existen características en la juventud que hacen que nosotros pensemos cada vez que hablamos de un joven que tiene que ser violento?.
    ¿Juventud y Violencia son dos conceptos que de alguna manera están fusionados?.

    Todos pensamos que violencia y juventud son dos conceptos que no necesariamente tienen que darse juntos, sin embargo, no sucede así en la vida cotidiana. En nuestra sociedad hay una tendencia a considerar al joven como violento.

    Yo quiero empezar señalando que el escenario en el cual se mueve nuestra juventud, predomina la tendencia a considerar el dominio o el autoritarismo como un valor, quizá producto de la circunstancia que hemos vivido en los últimos años.Ha habido una tendencia a exacerbar las relaciones de dominio, y por lo contrario, ser muy democrático o muy abierto puede confundirse con ser poco enérgico y la energía es considerada como un valor.

    En general los estudios sociológicos, parecen indicar que en la medida en que las sociedades pasan por situaciones más difíciles, más tendencia hay a exacerbar valores de autoritarismo. Las sociedades se jerarquizan más autoritariamente en la medida que más dificultades, más crisis social tengan en un determinado momento.

    Esta situación afecta a la familia. Los trabajos de los últimos diez años, muestran que ha habido una acentuación de los conflictos padres-hijos, basadas en una relación de corte muy vertical. Este tipo de orientación es difícil de tolerar para los jóvenes.

    La familia es una especie de microcosmos de la sociedad en general, que refleja lo que en ella ocurre. Las relaciones que se suelen dar,cuando la familia está en crisis, son de dominación-sumisión. El que resulta de alguna manera sumiso frente al dominante, tiene que aceptar las normas impuestas por el que lo domina. El extremo de esto, es la conducta prepotente, yo me impongo a la mala. El que puede, puede.

    Estas características violentas se agudizan cuando existe crisis en la sociedad. Esto explica que al interior de la familia, también se agudice la violencia.

    En la medida que aumenta la violencia social aparecen factores de violencia en los jóvenes. Entonces se puede decir, que la violencia juvenil está íntimamente ligada a la violencia social. Es decir, la violencia juvenil no surge espontáneamente.

    Es necesario precisar el concepto de "Joven", a la luz de la sicología analítica, con el fin de abordar con mayor precisión la delincuencia juvenil.
    En esta atmósfera podremos ir entendiendo cómo genera el problema de la juventud. La adolescencia abarca desde los 10 a 11 años y se extiende hasta los 17 a 18 años. A a esta etapa de la vida se la ha denominado, "Periodo Crítico".

    Crisis en psicología, se define como fuerzas encontradas entre lo que debe hacerse y lo que quiere hacerse. La definimos también, como un momento en el camino en el cual el individuo tiene que elegir entre una cosa u otra. Así, la encrucijada en la adolescencia consiste entre ser adulto o seguir siendo niño. Adultez es aceptar reglas y normas, mientras que niñez es dependencia.

    En primer lugar, un padre de familia frente a su hijo adolescente tendrá que aceptar que su hijo ya no es mas un niño, que la relación con este individuo será distinta y que tiende a convertirse en un trato de adulto a adulto. Este tránsito es conflictivo, porque no siempre aceptamos esta nueva imagen de buena gana. Para el adolescente el padre no será ya un ser omnipotente.

    Se sabe también, que para poder pasar de la juventud a la adultez se hace indispensable que la sociedad le otorgue un piso estable a este joven. El joven tiene que tener alternativas en términos de modelos que sean más o menos estables para que pueda afianzarse en ello y pueda seguir adelante; pero no aceptará un modelo exterior, ni de comportamiento, ni de persona, si es que ese modelo no es primero puesto a prueba.

    Mucho se escucha actualmente de que hay crisis institucionales; pero si las instituciones están en crisis cómo se le puede pedir al joven estabilidad.

    Entonces se origina una nueva pregunta. ¿Es objeto de prejuicio el joven?. Definitivamente sí.
    Un informe de la Comisión Especial de Investigación de las Causas y Consecuencias de la Violencia Cotidiana en el Perú, señala que los jóvenes son: narcisistas, apáticos o son vagos. Estas son las categorías donde se ubica al joven. Bajo éstas características de prejuicio es difícil ser joven. Yo diría que dentro de las franjas que conforman la sociedad peruana la más desprestigiada es la juventud.

    Volviendo a la familia en crisis, que reproduce las relaciones autoritarias, violentas, jerárquicas al interior mismo de la familia. ¿Constituye un terreno adecuado para la necesidad de reconocimiento, de afecto, o no?. Esa es una primera pregunta que habría que responderse, en términos generales, por cierto. No pretendo decir que todas las familias, pero sí establecer una cierta prioridad a partir de la violencia política vivida en los últimos años.

    Si la familia no cumpliera con ese papel, y aún cumpliéndolo, el joven siempre busca afuera. Con mayor razón, sino cumple con este rol de darle sentimiento de pertenencia, seguridad, etc.; el joven va a buscar de todas maneras una especie de reemplazo a ésta.

    Es el grupo de la esquina, el colegio, es la pandilla. Hay una necesidad de agruparse, y de convertir el grupo en el reemplazo del hogar. En el grupo encuentran muchas veces ese sentimiento de pertenencia o modelos que no siempre hayan en la familia.

    Pensemos que los chicos de la calle. Se sabe que el mayor porcentaje de adolescentes huyen del hogar por maltrato, lo que lleva a pensar que estamos hablando de familias que casi expulsan a la violencia a sus hijos.

    Un estudio realizado por el argentino Rascosqui sostenía que, pareciera existir entre los seres humanos una tendencia al filicidio, es decir, la tendencia del padre a matar al hijo. A lo largo de la historia se ve con frecuencia, en las diferentes comunidades humanas, el empleo de ritos en los cuales se sometía a los individuos a pruebas terribles y los que sobrevivían se convertían en adultos. En las guerras- decía- los que están en primera línea son los jóvenes y los que están atrás son los adultos.

    En este contexto, las pandillas son como refugios, son como hogares que compensan el medio adverso. Son muy parecidos, en términos de organización interna, a lo que podría ser un club, es decir, siempre hay un líder.

    Hay todo un código de honor no escrito, al interior de la pandilla. Sin embargo, las pandillas no tienen un mañana, no están dirigidas a metas en el futuro, por lo tanto viven un presente constante, lo importante es estar juntos, alrededor de un liderazgo.


    Diferencias entre violencia juvenil y violencia común.

    El delincuente común, en datos extraídos del informe del Congreso y también del Instituto APOYO y de la Agencia de Desarrollo Internacional de los Estados Unidos de Norteamérica, es generalmente un sujeto que pasa los 25 años, su finalidad es apropiarse de bienes de terceros. Generalmente, a partir de su trabajo, hay más consumo de drogas que de alcohol.

    Cosa distinta a lo que sucede con los pandilleros, en ellos hay más consumo de alcohol que de drogas y la edad es generalmente por debajo de los 25 años. Otro dato interesante es que el delincuente común trabaja más entre semana, en lo que podría ser horario de oficina. En cambio, la delincuencia juvenil, parece darse hacia el fin de semana, y no tiene necesariamente por finalidad apropiarse del bien ajeno, el placer está en mostrar el producto de su violencia.


    ¿Cuáles son los principales problemas que se plantean, de lo ya dicho, y las recomendación que se pueden dar ?

    -En primer lugar se debe llenar el vacío de información, puesto que uno de los problemas centrales es la desinformación que hay acerca de lo que es un joven. Entonces hay una cuestión de prejuicio de por medio. No es lo mismo una pandilla, que los niños de la calle, o que una barra. Hay que diferenciarlos.

    -Existe un cuerpo legal para los adolescentes con menos organicidad que el dado para los niños. Se siente una suerte de desprotección para el adolescente y debería ser objeto de una corrección.

    -Existen pocas instituciones juveniles.Lo que se sabe es que mientras mejor se organice un joven en organizaciones juveniles, menos violencia hay y en este punto, tenemos mucho que decir los adultos y las Instituciones.

    -No hay suficientes recursos humanos.

    -Hay poca relación entre lo que se ha investigado y las políticas que se implementan. Existe un problema de dispersión de la información con el joven y con la violencia juvenil. Hay diversas organizaciones trabajando con jóvenes, sin embargo, muchas no se conocen. Por ello es indispensable centralizar y canalizar los esfuerzos con el fin de desarrollar programas con la participación de los mismos jóvenes.

    Creo que los medios de difusión no deben vender la imagen del joven como un delincuente, sino mas bien deben organizarse campañas donde se rescate la idea de que el adolescente en un país joven como el nuestro tiene mucho por hacer. En este sentido, la Policía juega un rol importante.


    Hay varias preguntas que pueden servir como materia de diálogo:

    -¿Suscita en usted, lo mismo un delincuente común que un pandillero?
    -¿Es lo mismo un delincuente común que un barrista o que un pandillero. Cuáles serían las diferencias?.
    -¿ Suscita en mí, lo mismo un joven violento, que un adulto violento?.
    -¿Existe alguna forma de respuesta que no sea violenta a la violencia juvenil?
    -¿Qué cambios debiera hacer la policía para enfrentar la violencia juvenil, o piensa usted que no debería haber ningún cambio?
    -¿Qué factores piensa usted, que existen para que un joven ingrese a una pandilla?
    -¿ Hay una tendencia a exagerar las cifras de violencia juvenil o no?

    Para finalizar, creo que no hay un conocimiento exacto de lo que es un joven, y de que existen una serie de factores que hace que el joven funcione de una manera peculiar y requiera de una atención, además peculiar.

    Es indispensable establecer contacto entre las diferentes instituciones que trabajan el tema, y no dejar todo el peso de la ley a la Policía. Algo más para reflexionar , a pesar de que estos chicos pueden hacer actos vandálicos, sigo creyendo que hay diferencias entre ellos y el delincuente común. Lo que sí, es que estos chicos pueden ser pasto de delincuentes comunes.

    * Psicólogo y Psicoanalista. Vicepresidente de la Sociedad Peruana de Psicoanálisis y Miembro del Instituto de Psicoanálisis y Sociedad.
    Sociedad Peruana de Psicoanálisis



  • ¿Qué se entiende por violencia juvenil? ¿Qué se oculta detrás de la misma? A grandes rasgos se debería distinguir entre la violencia ejercida y la violencia sufrida por los y las jóvenes; principalmente observar la relación que hay entre ambas.


  • INJUVE Nº 62- Aspectos Psicosociales de la violencia juvenil


  • INJUVE
  • 1 comentario:

    Filipe Teixeira dijo...

    Apenas gostaria de pedir desculpa por ter um país assim. Acredito que numa europa avançada e desenvolvida como a que todos desejamos, é vergonhoso viver num pais onde as condições legais e sociais permitem que casos como este ocorram.